segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A Coruja e a Rola


Quando fiz os 18 anos ofereceram-me um livro intitulado de "Os melhores contos espiriruais do oriente" de Ramiro Galle.
Sinceramente nao lhe liguei muito, porque, até muito sinceramente, não faz muito a meu género de leitura este tipo de livros, até que no outro dia lhe peguei e abri numa página ao calhas... e calhou-me o seguinte conto, com o comentário por baixo (e que vou deixar como mote para um post posterior):
A Coruja e a Rola
"Uma coruja e uma rola tinham-se tornado muito amigas. Um dia, a rola viu como a sua colega se preparava para ir embora. Perguntou-lhe:
- Vais-te embora, amiga?
- Vou, o mais longe possível.
- Mas, porquê?
- Porque as pessoas deste lugar não gostam do meu piar. Riem-se, fazem pouco de mim, humilham-me.
Depois de pensar por um momento, a rola disse:
- Olha, querida amiga, se consegues mudar o teu piar, é boa ideia que vás embora, mas sendo assim também já não precisarás de o mudar. E se, pelo contrário, não o consegues mudar, que sentido faz que te vás embora? Lá para onde fores também vais encontrar pessoas que não gostam do teu piar. E o que farias então, voltar a mudar? É melhor que fiques aqui e não percas a tua serenidade nem o teu equlíbrio lá porque alguns não gostam do teu piar.
Tratava-se, sem dúvida, de uma rola-buda ou de uma rola-iluminada. Porque soube reflectir muito acertadamente. Sempre haverá alguém a quem não agradamos e sempre há gente avessa que se transforma no pior inimigo dos outros. As pessoas, para mais, estão sempre prontas a censurar e a criticar, a recriminar e a desqualificar, a fazer pouco do mais fraco e a ridicularizar aquele que não se encaixa nos modelos que tentam impor. Há algum lugar onde não haja pessoas contrárias, malévolas e cruéis? Em certa ocasião, Buda e os seus dísciplos foram insultados e acolhidos com muita hostilidade num lugar. Os seus dísciplos disseram-lhe: «Vamos embora depressa, senhor», e Buda disse: «E se lá onde formos também nos insultarem, o que faremos? Não, vamos ficar aqui até que esta hostilidade amaine e depois partiremos.» Infelizmente, esse animal que é o ser humano, enquanto não se humaniza verdadeiramente, não é cooperante e compassivo e tende a criar inúteis dificuldades aos outros, como se a vida não fosse já suficientemente complicada"

2 comentários:

lucy disse...

tu merexes é k eu t va ai puxar as orelhinhas....;)

Anónimo disse...

Apoiado... :P se quiseres eu ajudo xD